sexta-feira, 03 de novembro 2017

Novembro Azul: vecendo o preconceito
Nesta quarta-feira (1º/11), começa o Novembro Azul, mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

SINDAGUARN.COM.BR
Secretaria de Comunicação do Sindágua/RN

No Brasil, um dado chama a atenção: um homem morre a cada 38 minutos em consequência da doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), com 13.772 óbitos por ano. O tumor é o tipo de câncer mais incidente nos homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, em todas as regiões do País. Durante o Novembro Azul, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta para a doença e a importância de se procurar o médico para uma avaliação individualizada.

Apesar dos avanços terapêuticos, cerca de 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença. Atualmente, cerca de 20% ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora um declínio importante tenha ocorrido nas últimas décadas devido, principalmente, a políticas de rastreamento da doença e a uma maior conscientização da população masculina. “Uma forma de tratamento que vem ganhando volume nos últimos anos é a vigilância ativa, em que não se trata um câncer de baixa agressividade. Passamos apenas a acompanhar a sua evolução em exames periódicos”, explica o presidente da SBU, Archimedes Nardozza

Fatores de risco

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. A chance é duplicada ao se ter um parente de primeiro grau com a doença. Se forem dois familiares, o risco aumenta em cinco vezes.

Pessoas da raça negra também têm mais chances de ter a doença. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior, e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta. Também devem ser considerados o sedentarismo e a obesidade, que estão relacionados, segundo o presidente da SBU de Minas Gerais, Lucas Nogueira, a mudanças metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

Recomendações

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens, a partir de 50 anos, devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios. Após os 75 anos, poderá ser realizado apenas para aqueles com expectativa de vida acima de 10 anos. Os exames de avaliação da próstata são o toque retal e a dosagem de PSA no sangue. “Ter o PSA alterado não significa necessariamente ter câncer, assim como não ter esse marcador alterado não significa não ter a doença. O PSA pode aumentar devido a outras doenças da próstata, como a hiperplasia prostática benigna ou a prostatite. Estudos também apontam que 15% dos casos de câncer não alteram o PSA. Apesar destas limitações o exame ainda representa uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce da doença”, afirma o urologista Geraldo Faria, coordenador do Novembro Azul 2017.

Sintomas

A SBU recomenda que não se espere por sintomas para conversar com o médico. O câncer de próstata tem crescimento lento e silencioso, e um sintoma mais sério pode surgir com o agravamento da doença, quando as chances de cura caem. Entre os sintomas, estão diminuição do jato urinário, gotejamento após a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária e incontinência urinária. Se houver a invasão pelo tumor aos órgãos vizinhos como a bexiga, ureteres ou reto, o paciente pode ter dor pélvica, sangue na urina, inchaço escrotal, dor lombar e inchaço das pernas.

   
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